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“Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente, nem com muita sabedoria pra lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês. Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus”. I Coríntios 2:1-5

O apóstolo Paulo deixa evidente em sua primeira epístola aos Coríntios que era movido por um ideal extremamente forte. Ele era um homem que tinha um objetivo claro na vida, uma paixão que permeava suas entranhas e o impelia a avançar, não importando os obstáculos: anunciar a Cristo como Senhor e Salvador.

Talvez você se pergunte: Qual o segredo de Paulo? Na verdade, ele nada tinha de especial do que pudesse se vangloriar, pois seu passado era vergonhoso. Ele não tinha riquezas, dispunha apenas do suficiente para sobreviver. Até mesmo as coisas que em certa época de sua vida ele considerara vantagem, como sua linhagem, sua educação religiosa e seu zelo, de repente ele descobriu que nada daquilo tinha valor, e passou a considerar tudo como esterco.

Os desafios que Paulo enfrentou em seus dias não eram diferentes dos que enfrentamos atualmente. O Espírito Santo que tomou conta de sua vida é o mesmo Espírito que habita em nós ainda hoje. Paulo levou uma vida difícil. Certa vez, Paulo enfrentou ferrenha perseguição em uma cidade, por homens determinados a tirar-lhe a vida. Poderíamos ima­ginar que Deus enviou uma coluna de fogo ou um exército de anjos para salvá-lo, mas nada disso aconteceu. Colocaram-no dentro de um cesto de palha, desceram-no pela muralha da cidade, e ele teve de fugir como um marginal, um bandido comum.

Em outra ocasião Paulo viajava como prisioneiro em um navio que estava indo a pique, Deus falou a Paulo através de um anjo que não poderiam salvar o navio, mas que ninguém morreria, só a carga seria perdida. Deus, porém, não enviou uma carruagem de fogo para resgatar seu servo. Ele teve de salvar-se nadando e se agarrando em destroços do navio, como todos os outros. Não havia nada de especial na vida de Paulo, sua realidade não era diferente da nossa. No entanto, ele era consumido por algo que nos falta. Quando me ajoelho em oração, o Espírito Santo de Deus me desafia dizendo: “Ricardo, falta-lhe algo ainda”. Quando olho do púlpito da minha igreja e vejo bancos ainda vazios, o mesmo pensamento sobe ao meu coração: “Falta algo à igreja do Senhor Jesus Cristo, falta algo em nossos corações”.

O que Paulo guardava tão forte em seu coração que não temos nos dias de hoje? Uma santa obsessão de evangelizar. O santo desejo de ganhar almas para Cristo, de anunciar a este mundo que Cristo salva, que ele é Senhor e Salvador.

Há crentes que passaram a vida inteira dentro de uma igreja e comparecerão diante do Tribunal de Cristo sem ter ganho uma única alma para ele. A igreja do Senhor Jesus precisa desse algo mais que movia Paulo e outros cristãos da igreja primitiva a conduzirem homens e mulheres ao pleno conhecimento de Deus, apesar da perseguição que en­frentavam. Falta-nos esse ardor dos primeiros dias no evangelismo.

Talvez ao ler estas páginas surja em seu coração a seguinte questão: “Por que, afinal de contas, isso é tão importante? Por que a igreja precisa tanto evangelizar?”

Por causa da urgência populacional.

Apesar de ser considerado um dos países mais evangelizados do mundo, o Brasil ainda tem dezenas de municípios onde o número de evangélicos não alcançou 1% da população, e centenas deles possuem menos de 5% de evangélicos. A região norte conta com mais de 30.000 cidades ribeirinhas sem igrejas, e quase metade das 240 tribos indígenas brasileiras ainda não foram atingidas pelo Evangelho.

Se quisermos ganhar nossas cidades para Cristo, precisamos mais do que simplesmente distribuir boletins da igreja antes dos cultos, mais do que um coral bem afinado, mais do que uma boa banda: precisamos do fervor de Deus em nossas almas!

Por causa da urgência da morte.

A cada minuto, 147 pessoas deixam esta vida. Morrem 211.680 pessoas todos os dias ao redor do mundo. A morte é uma urgência!

O que impeliu homens como Hudson Taylor ou Carlos Finney a pregar o Evangelho de Cristo com tanto fervor foi essa urgência da morte. Dizem que certo dia Carlos Finney estava orando na floresta, suplicando a presença de Deus, e de repente Deus lhe deu como que uma visão de almas de homens e mulheres caindo no inferno como uma cachoeira. A partir daquele dia Finney levantou-se como um dos mais poderosos evangelistas que o mundo já conheceu, pregando o Cristo crucificado.

Guardamos tempo para tudo nesse mundo, mas não para falar de Cristo a outras pessoas. Temos dinheiro para tudo, menos para investir na obra do Senhor, para divulgar e propagar o precioso nome de Cristo Jesus. Outro dia li estarrecido que o comércio de drogas é quatro vezes maior do que todo dólar que circula no mundo inteiro! O diabo tem dinheiro para fazer a melhor propaganda de pornografia, para pagar os melhores artistas de cinema, os melhores salários para as pessoas que estão vivendo no submundo. Mas quando se trata da obra do Senhor, temos de implorar centavo por centavo, fazendo apelos financeiros fervorosos até para termos o suficiente para pagar as contas de luz e água da igreja.

Falta paixão pelas almas. Porém, quando a igreja se encontra em chamas pelo evangelismo, a liberalidade se manifesta e surgem recursos suficientes não só para as despesas do dia-a-dia, como também para sustento de obreiros e o envio de missionários para outros países.

Por causa da batalha que o inferno está travando, visando as almas dos homens.

Há um complô do inferno para destruir o ser humano. Satanás está fazendo de tudo para acabar com a raça humana, as mentes, os lares, as famílias. Existe tanta miséria, tanto choro, tanta lágrima, tanta imundície nos dias de hoje. E todas as tábuas de salvação da sociedade já se foram. Não existe mais esperança. Observe que na passagem do século XIX para o século XX a esperança residia na filosofia. Foi então que despontaram os grandes filósofos do mundo atual. Foi nessa época que viveram homens como Nietzsche e Karl Marx. Parecia que tudo ia bem, que a filosofia ia resolver todos os conflitos da humanidade. Então estourou a primeira guerra mundial, e os sistemas políticos começaram a se organizar. A Rússia se organizou debaixo da liderança de homens como Lênin e Stálin. Veio a organização política fascista, o nazismo, as democracias se arraigaram e os sistemas ditatoriais se espalharam com Franco e Salazar. Mas o sistema político foi por terra quando a segunda guerra mundial estourou. Depois disso, a ciência começou a desabrochar. Estourou nos anos 50 e 60 e prosperou de forma nunca imaginada pelo homem. Em vinte anos houve mais avanço científico do que nos dois ou três mil anterio­res. Com o avanço da ciência, porém, parece que os problemas se alastraram. As guerras proliferaram, a fome no mundo aumentou e a miséria se espalhou. O homem começou então a procurar um sistema que resolvesse seus problemas, buscando nas religiões orientais, mas também não encontrou nelas soluções. Buscou nas drogas, mas as drogas, nem o prazer e o divertimento resolveram. Na verdade, só existe um sistema que pode resolver a miséria da raça humana: a pregação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, Senhor e Salvador de nossas vidas.

Satanás continua na sua cruzada e você, que conhece a verdade de Jesus, permanece de braços cruzados como se Satanás tivesse conseguido amarrar as mãos e os pés da igreja. A Bíblia diz: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar”.

Por causa da nossa responsabilidade perante Deus.

Jesus lançou sobre nós a responsabilidade de anunciá-lo perante os homens. Ele pediu que o proclamássemos, ordenou que fôssemos suas testemunhas. Um crente que não prega o Evangelho está fugindo de sua responsabilidade perante Deus. “Jesus aproximou-se deles e lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.”

Ninguém se engane: um dia estaremos perante a face do Senhor, e teremos de prestar contas do que fizemos com o talento que ele nos confiou, se falamos dele, se o anunciamos àqueles que não o conheciam.

Forque desde quando conhecemos a Jesus como Senhor e Salvador, sua mensagem borbulha em nossos corações.

Como é possível alguém conhecer o gozo da salvação e estar sentado no banco da igreja, sem força, sem ânimo, sem desejo de compartilhar essa mensagem maravilhosa com outras pessoas? Você pode ser perito em religião, conhecer a Bíblia em sua totalidade, ser diplomado em Teologia, mas se não tem o desejo de compartilhar Cristo com as pessoas ao seu redor, deve questionar a validade de sua experiência. No dia em que você conhecer Jesus como Senhor e Salvador, você vai ter uma mensagem efervescendo dentro de sua alma. Algo vai tocar as fibras de seu coração, e você vai querer falar de Jesus a todas as pessoas.

E fácil reconhecer um crente apático diante de Deus. Ele sabe falar sobre futebol, sobre cinema, discutir política e religião, mas não sabe falar de Jesus. Ele pode discorrer sobre os mais variados assuntos, mas não sabe apresentar para alguém o plano da salvação; falta-lhe a ebulição do amor de Cristo.

Certa mulher samaritana foi buscar água no poço de Jacó, e ali teve um encontro maravilhoso com Jesus. Muitos não crêem que existam mulheres evangelistas, mas após aquele encontro a mulher samaritana saiu pelas ruas da cidade proclamando: Encontrei o Messias! Venham conhecer alguém que falou tudo sobre minha vida; ele é o Messias, ele é o Messias!” Essa mulher nunca fizera seminário, não frequentava igreja e nem tinha Bíblia, mas seu coração foi inflamado pelo seu encontro com o Salvador, e ela não conseguiu ficar calada.

Que possamos ter esse mesmo fogo em nossas almas. Que o amor de Jesus nos constranja, nos consuma, seja a força motriz de nossas vidas. Então proclamaremos Jesus com ousadia, e as pessoas se converterão a ele.

For causa da nossa própria família.

Precisamos pensar em nossos filhos. Quem não evangeliza, acaba perdendo a própria família. Quem não fala de Jesus a outros, acaba esquecendo-se de falar dele em seu próprio lar. E estamos passando por uma crise no ensino bíblico nas igrejas. A frequência nas escolas dominicais nas igrejas tem caído a cada mês porque os crentes não têm mais desejo de ganhar seus filhos e sua família para Cristo. Pais que não levam seus filhos à escola dominical um dia arrepender-se-ão. Quando começarmos a sentir a responsabilidade de pregar o Evange­lho para os outros, desejaremos também ganhar nossos fami­liares para Cristo.

Para que o sacrifício do Senhor não seja em vão.

Quando crucificaram a Jesus, sua morte não foi uma derro­ta, e sim uma vitória. Mas a morte de Jesus só tem valor para quem o aceita. Não queremos que o sacrifício do nosso Senhor seja em vão, por isso devemos anunciar a todos quantos quei­ram ouvir que Jesus morreu pelos nossos pecados, e cada um é convidado a fazer parte do reino de nosso Pai celestial. Se você ama a Jesus, você também vai querer que o seu sacrifício tenha eficácia na salvação de muitas vidas.

O apóstolo Paulo amava tanto a Jesus que não queria que o sacrifício de Jesus fosse em vão e anunciava em todos os lugares, incansavelmente, o amor de Deus. Na sua casa, de porta em porta, nas esquinas, nas praças, em todos os luga­res que podia ele anunciava a salvação em Cristo Jesus.

Porque Deus não quer que ninguém se perca.

Jesus foi o maior evangelista que o mundo já conheceu. Seu maior desejo era ganhar almas para o reino de Deus. O verdadeiro discípulo de Jesus necessita ser movido por esse mesmo propósito. A Bíblia sagrada diz que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”.

Se você deseja ser como Jesus, não adianta assumir uma expressão lânguida de santidade e de pieguismo, sentar no primeiro banco da igreja e cantar o mais afinado possível. Isso não vai torná-lo em nada mais semelhante a Jesus. Se você quer ser como Jesus, seja um missionário, um evangelista, um obreiro, um instrumento nas mãos de Deus, pois foi assim que Jesus viveu. Ele glorificou a seu Pai cumprindo o seu mandato: Ele “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.

Você quer ser igual a Cristo? Então seja um evangelista. Pegue alguns folhetos, muna-se de literatura, tenha sua Bí­blia em mãos, e proclame a Cristo como Senhor e Salvador.

Consideremos alguns motivos que nos impulsionam a ir à Ásia, Africa e outros continentes, quando há tanto para fazermos aqui.

Vamos proclamar o Evangelho em outros países porque o mandato que recebemos do Senhor não é cultural, mas espiritual.

Nosso objetivo não é transplantar a cultura brasileira para os africanos, nem ensinar os asiáticos a serem brasileiros. Entendemos, porém, que temos uma responsabilidade espiritual para com os povos. O mandato de Deus é que o Evangelho seja pregado a todas as nações. Reconhecemos nossas limitações. Nenhuma igreja ou denominação deve ter a pretensão de querer mudar o mundo sozinha. Esta seria uma proposta ufanista, mentirosa até. Mas cada cristão precisa fazer a sua parte, para que a boa notícia do Evangelho seja levada a todas as nações.

Todo ser humano tem uma dignidade intrínseca e queremos dizer às pessoas de todos os povos que elas são valiosas. Existem povos que já levaram tapa na cara por falar a sua própria língua, pessoas que durante séculos foram consideradas sub-humanas. Essas precisam ouvir que ainda que o mundo inteiro as considere de menor valor, aos olhos de Deus são tão valiosas e preciosas quanto as de qualquer outra raça.

Certa vez, visitando uma Assembleia de Deus dos Estados Unidos, fui convidado pelo pastor a visitar um dos seus membros no hospital. Chegando ali, o pastor disse ao irmão hospitalizado que vinha sentindo sua falta na igreja, e perguntou-lhe se o seu afastamento era devido ao seu problema de saúde. O homem respondeu: “Não, pastor! Eu parei de frequentar os cultos não por causa da minha doença, mas porque o senhor está permitindo que negros entrem lá”. Tomei um susto, e o pastor perguntou: “E qual é o problema de receber negros na igreja? Por que essa reação?” O homem respondeu: “Porque eu aprendi – e creio – que negro não tem alma!”

Você já imaginou o que significa para um povo viver com esse estigma durante toda a vida? Já pensou no que significa viver num país que não tem transporte público, onde abundam doenças e faltam remédios e hospitais, onde a educação é precária e as escolas insuficientes para o número de crianças? Já pensou em quantas pessoas há ao redor do mundo que nunca usaram uma roupa nova, nem sapato com o número certo? Quantas vão dormir com fome todas as noites? Essas precisam saber que Jesus deu a vida por elas, porque Deus as ama. Temos esse mandato do céu, de proclamar às pessoas de todas as raças que elas são especiais aos olhos de Deus, e que ele não é alheio ao sofrimento que estão enfrentando.

Devemos levar o Evangelho a todas as nações porque acre­ditamos – e este é o outro lado da moeda – que qualquer cultura, raça ou povo sem Deus vive indignamente.

É paradoxal, mas verdadeiro: as pessoas sem Deus estão vivas, mas levam uma vida que mata, que destrói. Só encontramos a vida real quando descobrimos a mensagem do Evangelho. E creio que embora todas as religiões do mundo tenham alguns lampejos da verdade, nenhuma delas consegue trazer a resposta completa ao coração do homem. Só Jesus tem essa resposta. Ele é o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vai ao Pai senão por ele. Por isso, temos que anunciar essa mensagem. Não podemos nos calar. Conhecer o único que pode dar vida verdadeira e eterna e não apresentá-lo aos que não o conhecem é como saber da iminência de um terremoto e não avisar os moradores da região.

Precisamos falar, anunciar. Não podemos calar nossos lábios. Por isso precisamos ir aos países que não têm a Bíblia, nem igrejas, nem rádio pregando o Evangelho, nem pastores capacitados para ensinar a Palavra, e ajudá-los para que o Evangelho possa alcançar os seus corações.

Quando me converti, eu me apaixonei tanto pelo conteúdo dessa mensagem que desejei que o mundo inteiro ouvisse o que chegara ao meu coração. Embora eu não seja contra a prosperidade, creio firmemente que não nos convertemos para sermos prósperos. Mas o Evangelho que está sendo pregado hoje em dia está produzindo uma geração de cristãos que só pedem para si, cujo único interesse em ir à igreja é alcançar bênçãos e resolver seus próprios problemas. Temos de reverter esse cristianismo. Quem frequenta a igreja olhando só para o próprio umbigo, querendo apenas resolver os seus problemas, ainda não entendeu a mensagem do Evangelho. E lamento reconhecer que existem inúmeras pessoas equivocadas dentro de igrejas evangélicas. Nosso mandato espiritual como igreja, como povo, como indivíduos, é não guardar esse tesouro só para nós mesmos, mas reparti-lo com os milhões que ainda não o encontraram. Esqueça um pouco os seus problemas, que são tão pequenos. Os povos precisam conhecer o amor de Deus.

Certa vez, visitando uma favela em Fortaleza, com um médico da igreja, à noite, entramos embaixo de um toldo de plástico preto, firmado sobre quatro estacas de madeira. Chovia muito e debaixo daquele plástico, num chão todo encharcado, encontramos um senhor de 67 anos de idade, encolhido, com febre, tuberculoso, que não conseguia nem falar. Depois de levá-lo para o sanatório, voltei para casa naquela noite pensando: “Não deve existir uma vida mais desgraçada do que a de um homem que termina aos 67 anos tuberculoso, sem casa, debaixo de um pedaço de plástico, numa noite chuvosa”. E quando coloquei a cabeça no travesseiro naquela noite, o simples fato de estar ele seco, encheu meu coração de gratidão a Deus. Muitas vezes reclamamos tanto por tão pouco, nos melindramos por tão pouco, nos ressentimos por tão pouco. Queremos uma vida perfeita, mas Deus está à procura de pessoas que estejam dispostas a ir, a deixar de lado esta visão tão pequena e egoísta da vida, e a se dar por povos que estão vivendo uma vida sub-humana.

Somos chamados a levar o Evangelho a todas as nações porque o Deus revelado na Bíblia é o único Deus vivo e verdadeiro.

Se quisermos fazer missões temos que devolver à igreja a visão da santidade, da soberania e da pureza de Deus, para que não estejamos anunciando simplesmente mais um deus entre tantos outros.

Não podemos pregar Deus como pregam os budistas, porque o deus deles é impessoal. Não podemos pregar Deus como pregam as religiões populares no Brasil, porque pregam um deus libertino e devasso. Não podemos pregar Deus como pregam os muçulmanos, porque o deus deles é inflexível e frio. Nem mesmo pregar o Deus que é apresentado em muitas igrejas protestantes. O Deus dos presbiterianos, por exemplo, é um Deus seletivo, que só salva os escolhidos e predestinados. O Deus dos batistas é muito sectário e denominacional. O dos pentecostais é facilmente manipulável. E o Deus que mais se prega no meio evangélico hoje em dia é um Deus utilitário, resolvedor de problemas, o tipo de deus que se encontra também na Umbanda, no Kardecismo, no Pró-Vida, no Hare-Krishna.

O Deus que toda tribo, língua, povo e nação precisa conhecer é o Deus da Bíblia, o Criador do universo, Deus santo, justo, misericordioso e compassivo, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o eterno “Eu Sou”. Este é o único Deus verdadeiro, único que pode trazer os homens da morte para a vida, único merecedor de todo nosso louvor e adoração.

Pare de esquentar os bancos de igreja e comece a esquentar o seu coração e as suas cordas vocais. Saia do marasmo, da estagnação, da letargia. Abandone o seu comodismo e diga: “Eu quero trabalhar para Cristo. Desejo ser contado entre aqueles que fazem alguma coisa pela causa de Jesus. Quero arder com a paixão que movia Cristo e impulsionava Paulo; quero ser um instrumento nas mãos de Deus para a salvação de muitos. Faze isto, Senhor, pela tua graça. Amém!”.

 

Ricardo Gondim

Pastor da Igreja Assembléia de Deus Betesda.